27 de julho de 2008

Tá frio

Acabo de chegar em Paris. Friiiio!
Piiiinto paredes, cooompro caranguejos...
Vovó resolveu voaaar.
Treco que pulsa!
Bola redonda de intensa explosão.
Va-por!
Telefone no meio da sessão (ou secção)
O pé tá frio, mas o telefone não pára.
Logo logo a coisa inverte
"Ela é necrófila"
O melhor da noite
Não, não era isso que eu queria dizer
vento de total existência
Acabo de chegar! Friiioo!
Nossa, quanto frio! Coisa que não basta é cachecol.
Friozinho de rinite. Se paro de puxar o ar, não dói mais e ainda ganho, inteiramente grátis, a morte. Que sorte!
Vai pra calçada! Por que você só anda no meio da rua?
hahahaha pra ter a sorte de ser atropelada hahahaha
Mas que frio! Que sorte a minha!
Ah se esse cachecol desse conta... Não vai dar.
Se fecha! Abra-se.
Mas, menina, ninguém precisa saber.
Então eu topo, (Já tinha topado antes.)
Quero ficar 3 dias sem falar...
Assim que eu encontrar... Mas tem de ser um que me cale. Vai calar!

Obrigada!

Ela _ Acordaste cedo
Ele _ Fui colher rosas
Ela _Vermelhas?
Ele _ Prefiro as cor-de-rosa, de vermelho dissolvido. Sabe?
Ela _ (É Ilusão) Sei. Que estranho, da nossa janela já não vejo a lua!
Ele _ (É Amor) São mais doces e mais perfumadas.
Ela _ (Amor de verdade é o cotidiano). Ahh Vamos à lua hoje? Lá paga-se meia.
Ele _ (Lua?) Hoje volto ao jardim, eu e Thoreau, para viver profundamente, desculpe.
Ela _ (Eu também iria) Claro. Vá! Abra-se! Outro dia, quem sabe.
Ele _ Quem sabe... Ouvi dizer: O futuro é lindo e certo
Ela_ (Descruzemos nossas linhas, então?) Lindo!
Ele _ (Façamos delas paralelas) Eu?
Ele _ (você, por que não?) O futuro
Ele _(Porque ninguém tinha pensado isso de mim antes) Ah! Claro... Então já vou. Colher. Não precisa me acompanhar até a porta.
Ela _ (e a lua, meu sol?) Adeus, querido
Ele _(adeus?) Você vai à lua?
Ela _ (Que lua? Não consigo ver nada) Sim.
Ele _ (Eu não te amo daquele jeito que você...) Então boa viagem!
Ela _ (Obrigada) Obrigada!

15 de julho de 2008

Camille

É tanta que te rasga o peito e os peitos e dói
Febre
Pulsação
Mãos
Arrasta-se e dor
Cravam-se unhas e pés
O que tenho é meu, não vem de ti
Arranca-se de mim
Véu de branca violência

"Durmo nua todas as noites na ilusão de que está a meu lado, mas quando acordo já não é mais a mesma coisa" Camille Claudel